Ao menos uma vez quero te ter
Vem matar a sede do desejo
Não estou apaixonado por você
Mas este ego da paixão cala o silêncio da razão
Da eterna desventura de vivenciar o prazer
A carne acalantando a alma
O juízo perdido, o risco corrido
Mas você me deixou exalando arvoredos
Querendo-te mais uma vez mais
Correndo da noite fria
Se eu pudesse te ter
Faria-te amar em uma manhã de imenso calor do prazer
A alma encontrando em uma única quimera
Teve-te em minhas mãos
Mas não pude ao menos te tocar
Vê-me num ciclo sem fim
Na ilusão de na próxima vez
Matarmos um ao outro
Da nossa eterna carência de amar!
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